DICO

Dico é cantor e compositor nascido em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira na música ainda adolescente, passando por várias bandas até decidir seguir carreira solo.

Seu primeiro álbum autoral intitulado “Dico”, que traz 6 faixas (Mãe África, Avant-grande – Part. Carlos Dafé, Fair Play, O que é arte?!, Dicotomia, Atemporal). Destaque para “ Avant-grande” que contou com a participação de Carlos Dafé, mestre da Soul Music brasileira. Atualmente fazendo parte das comemorações das 7 Décadas de Carlos Dafé, Dico passa por Sescs, casas de shows como o Centro de Carioca e o lendário Teatro Rival Petrobrás.

Seu trabalho diferencia-se no cenário pop atual apresentando tons afros com levadas jazzísticas que se misturam com uma levada moderna baseada no rock vintage setentista, permeando pela música brasileira, flertando com o funk e o blues. Suas músicas possuem forte influência da sonoridade pop universal e falam de arte, do entrelaçamento do artista com suas origens, de vivências que se eternizaram em canções. É possível encontrar o álbum “Dico”em todas plataformas digitais.

Em seu show dançante, Dico se apresenta ao lado da banda Gonga Sound que possui baixo, bateria, guitarra, trombone e o órgão samplers/efeitos com o arranjo ideal para conduzir sua música que traduz com beleza o encontro do swing tupiniquim com o groove americano. Atualmente, de maneira autônoma e independente, o artista segue realizando
diversos shows.

ÁLBUM

A ex(in)cursão de Dico
Na música de Dico, a busca pelo novo com base em referências tradicionais é uma jornada que parte da África, berço de toda sonoridade pop universal. É evocando os tambores do continente negro que o músico inicia sua jornada no álbum que acaba de lançar, produzido em parceria com Igo Santiago e Teteo Rivera. O registro traz uma viagem sonora pessoal, essencialmente reveladora e acessível, em que arranjos ousados e texturas leves conectam a simbiose dos elementos captados no idioma das ruas e dos alto-falantes. Na faixa “Avant-garde”, que conta com participação luxuosa de Carlos Dafé, ícone da soul music brasileira, temos em seu deslocamento o encontro com o groove americano e o swing tupiniquim. Como se não bastasse a presença do “Príncipe do soul” para fazer da canção especial, o refrão poderoso e a virada
surpreendente da guitarra de Igo Santiago, no fim, torna a canção avassaladora já na primeira audição.
A solidariedade futebolística do Fair play é evocada na sequência em um rock n roll que escancara a formação baseada em mandamentos de referências a Jimi Hendrix e Led Zeppelin, absorvidos na escola da cena alternativa carioca que frequentou nos anos 90, integrando bandas de Punk e Hard core. Daí, para o questionamento “O que é arte?”, temos mais um ponto de convergência referencial, que vai de Chico César a Sciense. A dicotomia do artista traduz todas as sobreposições e contradições que se agrupam em seu imaginário, permeado pelos ritmos brasileiros e visíveis influências do funk, soul, reggae, blues e jazz. Mas, ao mostrar que sua viagem é atemporal, Dico vislumbra um horizonte sem ponto de chegada, em que o percurso é o que realmente importa.